loading . . . 'Nunca desanimar com as flechadas da vida': Dom Orani reforça esperança e resistência na celebração de São Sebastião Mesmo com a chuva persistente desde as primeiras horas da manhã, a fé falou mais alto na Tijuca. Durante a Missa Solene em honra a São Sebastião, nesta terça-feira, no Santuário Basílica de São Sebastião dos Frades Capuchinhos, o Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, destacou a força da devoção popular e deixou uma mensagem direta aos cariocas: resistir, recomeçar e não desanimar diante das “flechadas da vida”.
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Após a celebração, Dom Orani conversou com a imprensa e ressaltou o significado da missa realizada mesmo sob chuva intensa, diante de uma igreja cheia de fiéis.
— a Santa Missa aqui na Igreja dos Capuchinhos foi celebrada com a graça de Deus. Mesmo com as chuvas, as pessoas, os fiéis devotos de São Sebastião compareceram para a gente poder fazer essa homenagem à sua vida e à sua história litúrgica — afirmou Dom Orani.
Ao falar sobre o sentido espiritual da data, Dom Orani destacou São Sebastião como exemplo de perseverança diante das adversidades, traçando um paralelo direto com a realidade da cidade.
—São Sebastião é um grande exemplo de cristão que não desanimou com as perseguições. E também para que os cariocas, que têm desde o começo, desde o século XVI, essa devoção, possam nunca desanimar com as flechadas da cidade, da pessoa, da sua família. Sempre, como São Sebastião, renovando a sua esperança.
Segundo ele, a celebração vai além da tradição religiosa e carrega um chamado concreto à transformação.
—Nós desejamos que a celebração de São Sebastião possa renovar no coração dos cariocas, dos cariocas que vivem aqui, cada vez mais a esperança, a confiança e a luta por um mundo mais justo, mais humano e mais fraterno.
Dom Orani também convidou os fiéis a participarem da programação da tarde, que inclui a tradicional procissão arquidiocesana.
— Se possível, caminhem com a gente nessa procissão a partir das quatro da tarde. Às 15 horas teremos o terço da Misericórdia aqui em frente, nos Capuchinhos, além das missas e procissões que acontecem pela diocese afora. Às 16 horas teremos a procissão para a Catedral.
Sobre o Auto de São Sebastião, o cardeal explicou que, por causa da chuva, a realização do espetáculo ainda estava sendo avaliada.
— O Auto de São Sebastião estávamos em dúvida, devido à chuva, se vai ser fora ou dentro da Catedral. Estamos resolvendo ainda. Vai ter o Auto de São Sebastião e a Missa Solene em encerramento, onde receberemos todos lá na Catedral Metropolitana.
Ao comentar a importância histórica do Santuário dos Capuchinhos para o Rio de Janeiro, Dom Orani relembrou a ligação profunda do local com a fundação da cidade e com a devoção ao padroeiro.
— Quando foi construído o Morro do Castelo, a Catedral do Rio de Janeiro estava no Morro do Castelo e eram os capuchinhos os responsáveis. Eles desceram do morro trazendo a imagem. A imagem histórica está aqui agora, restaurada, junto ao marco português da cidade e também o túmulo de Estácio de Sá — contou o cardeal.
Segundo o cardeal, a igreja da Tijuca guarda não apenas símbolos religiosos, mas a própria memória da cidade.
Questionado sobre a principal característica de São Sebastião que os cariocas podem levar para a vida, Dom Orani foi direto e resumiu a mensagem central do padroeiro:
— Nunca desanimar com as flechadas da vida. Levantar sempre, começar sempre de novo, renovar. http://dlvr.it/TQSPjh