loading . . . Museus e teatros de Niterói agora oferecem mochilas sensoriais gratuitas para pessoas autistas e neurodivergentes Quem visita alguns dos principais espaços culturais públicos da cidade agora pode contar com um recurso voltado para tornar a experiência mais confortável e acessível. Cinco equipamentos municipais passaram a oferecer gratuitamente, desde junho, mochilas sensoriais para pessoas autistas e neurodivergentes, com itens que ajudam a reduzir estímulos e favorecer a autorregulação durante a permanência nos locais.
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As mochilas estão disponíveis para empréstimo no Teatro Popular Oscar Niemeyer, no Caminho Niemeyer; no Centro Cultural Cauby Peixoto, no Fonseca; no Centro Eco Cultural Sueli Pontes, em Piratininga; no Museu de Arte Contemporânea (MAC), na Boa Viagem; e no Centro Cultural de Cidadania e Economia Criativa (MACquinho), no Ingá.
O empréstimo é gratuito e pode ser solicitado mediante a apresentação de um documento oficial com foto, que fica retido até a devolução do kit. O material pode ser utilizado durante toda a visita e deve ser entregue ao fim do passeio.
Cada mochila reúne recursos voltados ao conforto sensorial, como abafadores de ruído, que ajudam a reduzir sons intensos; bolinhas antiestresse, utilizadas como ferramenta de autorregulação; pulseiras luminosas, que podem proporcionar estímulos visuais suaves; e óculos escuros, indicados para amenizar o impacto de ambientes com iluminação intensa ou reflexos.
— Viemos ao MAC e pegamos a mochila sensorial para o Augusto. Achei a iniciativa muito importante, porque inclui essas pessoas nesses espaços. Os autistas têm questões sensoriais, e o kit oferece itens que permitem desfrutar o ambiente cultural com mais conforto, como o abafador, que ajuda a focar em lugares com muitos ruídos, e a bolinha antiestresse, que contribui para a autorregulação em meio aos estímulos. Lugar de autista é onde ele quiser, não apenas dentro de casa ou do consultório — destaca Andressa Hernams, mãe do jovem Augusto, de 14 anos.
Segundo a prefeitura, as mochilas passam por higienização completa após cada uso para que permaneçam em condições adequadas para os próximos visitantes.
— Garantir que pessoas autistas e neurodivergentes possam acessar os nossos equipamentos com acolhimento, conforto e autonomia é uma forma concreta de afirmar a cultura como direito. Queremos que todos se sintam pertencentes nesses espaços — afirma a secretária municipal das Culturas, Júlia Pacheco.
Política de inclusão
A prefeitura destaca que a iniciativa faz parte de um conjunto de ações voltadas às pessoas autistas e às famílias atípicas em Niterói. Em novembro do ano passado, o município inaugurou o Centro de Avaliação e Inclusão Social (Cais), voltado a acolhimento, avaliação clínica e encaminhamento de crianças com suspeita de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Este ano também foi sancionada a lei que cria o cargo de Agente de Apoio Escolar na rede municipal de ensino e autoriza concurso público para a contratação de 300 profissionais. O município destaca ainda que oferece a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), documento que garante prioridade no atendimento em serviços públicos e privados.
Outras medidas incluem a ampliação da Moeda Social Arariboia para mães atípicas e pessoas com deficiência e a criação da política municipal “Niterói cuida de quem cuida”, destinada ao apoio de mães de pessoas com deficiência, transtornos, síndromes e doenças raras. https://sem-paywall.com/http%3A%2F%2Fdlvr.it%2FTTJ3nP