loading . . . João Campos é alvo de pedido de impeachment após polêmica sobre nomeação de filho de procuradora e juiz em vaga para PcD O prefeito de Recife, João Campos, se tornou alvo de um pedido de impeachment apresentado pela oposição na Câmara dos Vereadores, após a modificação do resultado de um concurso público favorecer o filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e de um juiz do Tribunal de Justiça do estado. O caso veio à tona nas redes sociais na semana passada e levou a prefeitura a voltar atrás e cancelar a nomeação do candidato. Em resposta, Campos disse nesta quarta-feira que vê a representação protocolada pelos adversários como "oportunismo eleitoral".
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Como mostrou o GLOBO, as críticas tiveram início após a prefeitura nomear como procurador do município, no último dia 23, o filho da procuradora e do magistrado, após uma mudança na lista de aprovados na condição de pessoas com deficiência. Na época em que os resultados do concurso para a vaga foram homologados, em 2023, ele estava na 63º posição entre os candidatos que concorriam a três vagas de ampla concorrência. Dois anos depois, ele questionou os resultados e apresentou laudo médico afirmando ter o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com a mudança na categoria da concorrência e a republicação do ato homologatório no mês passado, ele foi nomeado para o cargo pelo prefeito.
Após a situação repercutir online e ser questionada por associações que representam procuradores municipais, a nomeação foi suspensa. O caso também motivou a apresentação de um pedido de impeachment de João Campos, protocolado ontem pelo vereador Eduardo Moura (Novo), que acusa o prefeito de ter praticado crime de responsabilidade e infração político-administrativa, violando artigos da Lei Orgânica Municipal. Para ser admitido e analisado pela Câmara de Vereadores, são necessárias 13 assinaturas.
Em paralelo, o vereador Thiago Medina (PL) também protocolou um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a investigação do caso que, segundo ele, obteve nove assinaturas até o momento, sendo necessárias apenas quatro para avançar na Casa.
— Esse caso representa tudo o que o PSB faz no estado, o que o pai dele (o ex-governador Eduardo Campos) fez também, por acharem que eles estão acima da lei, achando que podem fazer tudo e passar tudo porque nunca teve oposição a eles. Agora as coisas são diferentes, existe rede social — disse Medina ao GLOBO.
Nesta quarta-feira, em conversa com jornalistas na saída da agenda de inauguração da obra de um parque alagável na cidade, disse não estar "preocupado" com o caso e que "não admite que façam o uso político de uma causa tão importante", em referência à pauta de pessoas com deficiência (PCDs). Neste ano, ele tem a intenção de se candidatar ao governo de Pernambuco, em contraponto à candidatura da atual governadora Raquel Lyra, que deverá disputar a reeleição.
— Não dá para ver isso sendo tratado com oportunismo eleitoral. Chega ano de eleição, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas e algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim. Então, vou tratar tudo com seriedade, com respeito e fazendo as coisas como devem ser feitas — disse. http://dlvr.it/TQClrD