loading . . . Nova CEO do Xbox promete valorizar IPs clássicas e ‘resgatar espírito rebelde’ - The Gaming Era A essa altura você já sabe que o carismático vice-presidente da divisão de games da Microsoft, Phil Spencer, anunciou a aposentadoria depois de 38 anos de empresa, e que a presidente e COO do Xbox, Sarah Bond, anunciou a própria saída. Uma nova executiva, Asha Sharma, antes líder de produtos de IA, é a nova cabeça dos jogos eletrônicos da Microsoft, junto com recém-promovido Matt Booty, agora Chief Content Officer – leia-se chefe dos cerca de 40 estúdios. Trata-se, como fica impossível de ignorar, de uma grande mudança para o negócio de jogos eletrônicos da Microsoft. A pergunta que fica, como em todo caso desses, é a boa e velha “e agora?”. Não é, no entanto, um movimento ríspido ou inesperado. A divisão de games da Microsoft já passava por profundas e expressivas mudanças há pelo menos dois anos, quando Spencer e Bond foram ao YouTube confirmar que, sim, os jogos antes exclusivos de Xbox passariam a ser lançados nas plataformas da concorrência. O objetivo, segundo eles próprios, era manter a “sustentabilidade do negócio”. O movimento vem, não por acaso, após a aquisição da Activision Blizzard King, o maior negócio da história da indústria de videogames, concluída no fim de 2023 pela bagatela de US$ 69 bilhões. Uma compra desse tamanho não vem sem consequências e, naturalmente, sem muitas cobranças. Nos meses seguintes grandes lay-offs afetaram não só milhares de profissionais de desenvolvimento de jogos da Microsoft, mas também acabaram em fechamento de estúdios. Os consoles ficaram mais caros, às vezes indisponíveis. A própria plataforma Xbox passou a ser vendida como uma opção de acesso a algo maior – o serviço de assinatura Game Pass –, não o centro de uma estratégia. Surgiram novos dispositivos com a marca Xbox com fabricantes terceiros. Depois disso, o serviço Game Pass, antes a grande vedete do portfólio da empresa e responsável por uma mudança substancial nas dinâmicas de todo um mercado, também ficou mais caro. Muito mais caro. Os resultados não melhoraram, mas as cobranças sobre a rentabilidade da divisão de games na Microsoft continuam elevadíssimas. É sob essa pressão que Asha terá que conduzir o futuro do Xbox. Missões A nova executiva de origem indiana – assim como o CEO da própria Microsoft, Satya Nadella, nascido na Índia e criado nos EUA – ainda não deu nenhuma entrevista que permitisse entender se a chegada dela significa uma nova mudança de rumos ou uma continuidade do movimento já conduzido por Spencer e Bond nos últimos anos. Tudo que temos são as declarações oficiais dos próprios líderes envolvidos. Nadella, em comunicado no site da Microsoft, ressalta que os games são parte da Microsoft “desde o início”, e lembra que 2026 marca o aniversário de 25 anos do Xbox. O comunicado parece indicar que o negócio de games segue importante para a Big Tech, indiretamente rechaçando o cada vez mais comum discurso do público sobre “o fim do Xbox”. Segundo ele, as plataformas da Microsoft têm “500 milhões de usuários [de games] ativos mensalmente”. Sobre Asha, o CEO da Microsoft ressalta a experiência dela em empresas como Meta e Instacart, nas quais ajudou a construir plataformas massivas como o Instagram, por exemplo. Chama atenção, no entanto, o fato da executiva não ter exatamente um histórico na indústria de games, o que para ele parece compensado por outras características. “Ela traz consigo uma vasta experiência na construção e expansão de plataformas, no alinhamento de modelos de negócios ao valor de longo prazo e na atuação em escala global”, escreve o executivo. “Juntos, Asha e Matt [Booty] possuem a combinação ideal de liderança em produtos para o consumidor e profundo conhecimento do setor de jogos para impulsionar a inovação da nossa plataforma e o desenvolvimento de conteúdo.” Primeiros compromissos Em mensagem assinada pela própria Asha Sharma, a executiva diz estar assumindo uma divisão que “construiu algo extraordinário nas últimas décadas”, e que sua primeira missão será “entender o que faz esse negócio funcionar e protegê-lo”, ecoando o esforço de preservação do negócio. Ela se compromete com alguns princípios: fazer “grandes jogos”, promover “o retorno do Xbox” (pasmem!) e “reinventar o futuro dos jogos”. Na foto abaixo, tirada ao lado de Matt Booty, Asha aparece à frente de monitores que mostram a logomarca de Halo. Grande parte do que é feito na comunicação corporativa é carregado de intencionalidade, e com essa foto os dois executivos parecem estar prometendo que as grandes franquias da empresa serão tratadas com certa deferência. Importante lembrar que o último lançamento desta franquia, Halo Infinite, foi tumultuado, para dizer o mínimo. E que está em produção um remake do primeiro jogo da IP, Halo: Combat Evolved. O segundo ponto é o que ela própria chama de “retorno do Xbox”, muito embora a plataforma nunca tenha sido oficialmente descontinuada e os Series S e X continuem por aí. É importante lembrar que Sarah Bond ressaltou em mais de uma ocasião que a Microsoft não desistiria do Xbox no futuro, e prometeu para breve mais detalhes da nova geração de consoles, que incluiria tanto dispositivos de terceiros – como o ROG Xbox Ally da Asus e o headset VR da Meta – como um novo console “premium”, ou seja, com muita potência – por um preço potencialmente salgado. “Reafirmaremos nosso compromisso com nossos fãs e jogadores de Xbox, aqueles que investiram conosco nos últimos 25 anos, e com os desenvolvedores que criam os universos e as experiências apreciadas por jogadores em todo o mundo”, escreve Asha, de forma bastante vaga. “Celebraremos nossas raízes com um compromisso renovado com o Xbox, começando pelo console que moldou quem somos.” Na prática, a nova CEO apenas reforça o posicionamento que o Xbox já vem adotando: “PC, dispositivos móveis e nuvem, o Xbox deve proporcionar uma experiência integrada, instantânea e digna das comunidades que atendemos”. Para o último aspecto abordado, ou seja, o futuro, Asha promete “novos modelos de negócio e formas de jogar”, mas sem tratar as propriedades intelectuais de forma estática para “explorar e monetizar”. Apesar de https://gamingera.biz/asha-sharma-ceo-xbox-microsoft-ips-classicas-espirito-rebelde/